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Aconteceu a 6ª edição do Festival Futuros Possíveis na Casa Firjan no último final de semana

Pela primeira vez eu estive na Casa Firjan para um evento e me surpreendi com toda a infraestrutura, é realmente surreal ter todo aquele espaço no meio de Botafogo, em uma região super bem localizada na zona sul do Rio. Espaços verdes, resgate da história junto com o olhar para o futuro, conforto e tecnologia, beleza e inspiração. Um espaço cheio de dualidades que funciona, palmas para quem o concebeu! É um presente para o Rio e um dos melhores locais para discutir sobre o futuro!

Integrar e conectar esforços é o que mais vi acontecendo no sábado (25), acessar um pouco da pesquisa desses pensadores, criativos, inovadores e ativistas é a grande oportunidade que temos como audiência de descobrir o que tá rolando por aí. E é para isso que eventos com uma ótima curadoria como o Festival Futuros Possíveis existem: colocar no nosso radar ideias e iniciativas e nos fazer partícipes na construção desse conhecimento coletivo e na propagação de boas iniciativas nas nossas próprias bolhas.

Crédito Fabiano Veneza/Firjan

O evento que tinha formatos de palestras, painéis e oficinas tinha como temática nessa edição o tempo e foram feitas muitas provocações sobre a velocidade do tempo, ancestralidade, novos materiais, saúde, entre outras verticais. Tudo que assisti no sábado foi de uma riqueza imensurável como a fala do Gustavo Nogueira, fundador do Temporality Lab de que “o tempo é uma macroorganizador, é uma convenção” e que nós “somos eventos no tempo“, e ainda que “ao aprendermos coisas novas sobre nós, conseguimos tomar novas decisões“, afinal “a história não se repete, mas ela rima“. Segundo Gustavo, devemos “enxergar no outro companheiros de bordo, nós viveremos juntos“.

Painel “Tecnologias Ancestrais para a criação de futuros prósperos” com Noele Gomes, Morena Mariah e Wallace Soares – Crédito Fabiano Veneza/Firjan

No painel acima, Noele começou a apresentar suas ideias sobre tecnologias ancestrais e pontuou que “olhando para quem veio antes, tudo já está posto, o que vamos mudar é a forma de entrega e de conexão“. Ela também comentou que a oralidade é uma tecnologia da comunicação, uma tecnologia ancestral que deve ser considerada como um ponto de transformação e nos fez algumas provocações, quando você fala, você fala ou você ilumina?

Entendendo que o ser humano é o fio condutor da vida, você se conecta ou se desliga?

E que tudo que a gente inova é no presente e que não existe inovação sem agora, você simplifica ou complica?

Crédito Fabiano Veneza/Firjan

Morena nos trouxe lições sobre o Afrofuturismo que “não existe sem cultura negra, sem imaginação, sem espiritualidade, sem libertação e sem tecnologias” e que as “tecnologias ancestrais podem ser quaisquer modos de vida responsáveis pela continuidade das nossas vidas. Tudo isso é responsável pela continuidade do povo preto no solo brasileiro“. E nos deixou com a provocação: “a tecnologia ancestral reencanta o mundo“.

Crédito Fabiano Veneza/Firjan

A última palestra que eu assisti no sábado, antes de utilizar aquele espaço para conversas com outros participantes, foi a do Felix Ringel da Durham University sobre “Regeneração urbana e antropologia do tempo” que apresentou suas pesquisas sobre futuro, tempo e sustentabilidade e que nos trouxe grandes reflexões como “nós sempre reagimos no presente sobre alguma crise causada pelo capitalismo” e que ao guiarmos nossas vidas pela lógica capitalista de “para onde o mercado vai agora?” acabamos contribuindo com essa visão de curto prazo e não deixando marcas longevas no planeta.

Como sugestão ele falou que “para buscar a sustentabilidade, considere o futuro próximo com o maior número de detalhes possíveis, leve em consideração seu impacto no longo prazo e busque trabalhar com mudanças que possam durar o maior tempo possível“.

Crédito Fabiano Veneza/Firjan

Depois de tantos insights, encontros e reencontros, tá na hora de colocar no papel o que fazer!

Mais uma vez agradeço à Casa Firjan pelo convite, foi um dia inspirador e está servindo de base para muitas reflexões no desenrolar dessa semana: que venha a 7ª edição!

Rodrigo Santiago

Rodrigo Santiago

Carioca, mas cosmopolita. Adora traduzir tendências, comportamentos e movimentos através dos seus textos. Adora mergulhar em iniciativas inovadoras e em experiências originais. Adora compartilhar os insights que têm através do seu olhar e conectar pontos não-óbvios, dando mais robustez ao que escreve. Está disponível para cobrir seu evento ou experiência assinando matérias autorais e branded content. Faça uma cotação através da página de contato.

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